terça-feira, 13 de junho de 2017

Origem das Leis Trabalhistas no Brasil e Sua Importância Social

Origem da CLT
O estado laboral passou por muitas transformações ao longo da história da humanidade. Desde um mero fazedor de produto até a perspectiva de agente econômico ativo. As leis de cunho trabalhistas são peça importante no desenvolvimento de uma sociedade harmônica, garantindo as premissas de justiça e igualdade até para o mais simples dos cidadãos. Em tempos de Reforma Trabalhista, cabe revisar os princípios que fundamentam a existência da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.

Histórico

A revolução industrial foi um marco no desenvolvimento social e econômico na história da humanidade. Não havia mais espaço para os produtos das artes e ofícios, fabricados artesanalmente. Os produtos passaram a ser desenvolvidos em moldes preestabelecidos em processos repetitivos e, em sua maior parte, executados por máquinas operadas por pessoas.
Da mesma forma que a revolução industrial trouxe benefícios em termos quantitativos, no que diz respeito ao abastecimento de bens disponíveis no mercado, também trouxe uma significativa redução na qualidade de vida dos trabalhadores das indústrias. Devido ao advento da linha de produção, os trabalhadores, agora proletários, passaram a executar tarefas primárias e essencialmente especializadas, onde, muitas vezes, os operários nem ao menos sabiam qual o produto final no qual estavam trabalhando.
Nesse cenário, raramente existia uma preocupação com a saúde e bem-estar do proletariado, fazendo da elevada produtividade a máxima da época. A medida em que não existiam legislações que regessem a sociedade quanto a perspectiva do funcionário como indivíduo, este era visto, tão somente, como mais uma mera ferramenta no processo de produção.
Deficiências sociais foram fomentadas pela revolução industrial, tais como moradia precária, baixa qualidade de educação e condições críticas de saúde. Como disse Renato Saraiva (2008, p. 33), o Direito do Trabalho surgiu como uma afronta às condições sub-humanas de trabalho e a exploração do labor humano.

Leis Trabalhistas no Brasil

No Brasil, a chamada Consolidação das Leis do Trabalho teve seu início de desenvolvimento logo após a II Grande Guerra. Tida como um marco, agora os trabalhadores podiam se dirigir ao Ministério do Trabalho para relatar suas queixas,  aguardando que o órgão público tomasse as medidas legais cabíveis. Somando-se a isso, os sindicatos surgiram na mesma época, instituições tais, que permitiam representantes das classes trabalhadoras dialogar com os empregadores. Tais direitos adquiridos foram vistos como um ganho real da sociedade trabalhadora sobre a classe dominante.

Benefícios

Através da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, o brasileiro obteve benefícios que hoje é até difícil imaginar viver sem, mas que só passam a fazer parte do cotidiano na história recente:
  • Carteira de Trabalho e Previdência Social - CTPS sempre assinada, permitindo a fiscalização dos órgãos normativos e a comprovação de experiência nas atividades exercidas;
  • Exames médicos periódicos para prevenir situações de risco, causadas pela atividade laboral;
  • Repouso semanal, garantindo descanso e um mínimo de lazer ao trabalhador;
  • Possibilidade de comprovação de renda, através do registro dos valores recebidos;
  • Previdência e seguridade social contra acidentes e doenças;
  • Licença maternidade, garantindo um período mínimo para o processo de maternidade pós-natal;
  • Férias anuais remuneradas, acrescidas de um terço do salário; dentre outros.
Tais benefícios eram inimagináveis há um tempo não muito distante.
Todo este contexto historicossocial, permitiu o desenvolvimento da perspectiva atual do indivíduo como capital intelectual e dotado de singularidades e particularidades, no qual, suas motivações e objetivos devem estar em constante alinhamento com os da empresa, para que juntamente seja possível vincular lucratividade com bem estar pessoal e qualidade de vida, em busca de uma sociedade mais justa e igualitária.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Relação Ciclo DPCA e ISO 9001

Ciclo PDCA e ISO 9001

Nos anos 50, Deming popularizou, no Japão, o método do ciclo PDCA, desenvolvido e apresentado por Shewhart, nos anos 30. O ciclo PDCA é uma poderosa ferramenta, largamente utilizada na administração geral, devido sua proposta de implementar a melhoria contínua dos processos nas organizações, partindo do pressuposto de que sempre há algo a ser melhorado. O dispositivo teve melhor adesão inicialmente no Japão, devido já haver a filosofia de melhoria contínua na cultura local, chamada de filosofia Kaizen. Esta difusão iniciada por William Edward Deming, do ciclo PDCA, deixa clara a sua importância com relação ao desenvolvimento de melhores produtos e serviços, dada a proposta do método aplicado.
A ferramenta de Gestão da Qualidade Ciclo PDCA, consiste na aplicação de um processo de melhoria contínua através de quatro fases: Planejamento (Plan), Execução (Do), Checagem (Check) e Ação (Act). O mesmo método propõe que não haja um final nos ciclos processuais, buscando sempre a melhoria a partir de observações analíticas de erros e falhas presentes nos processos de produção, de modo a sempre poder melhorar algum ponto, proposto pela fase Ação (Atc), que diz respeito às falhas identificadas, logo após a checagem (Check) dos processos. Assim, o ciclo PDCA tem importante influência sobre a melhoria contínua dos processos, produtos e serviços da organização.
Como já se pode imaginar, o método do ciclo PDCA é largamente utilizado e incentivado para as empresas que almejam uma certificação ISO 9001:2008, por exemplo. Na realidade, é através desta ferramenta que são implementadas as medidas qualitativas para uma empresa se enquadrar aos parâmetros e requisitos mínimos necessários para a obtenção de uma certificação ISO 9001:2008. Considerando que tanto a certificação quanto a ferramenta, visam proporcionar qualidade aos processos de gestão, confiabilidade e repetição dos processos em busca da excelência na prestação de bens de consumo, através da normatização e rastreabilidade dos processos. A ISO 9001:2008 se utiliza do ciclo PDCA com objetivo de proporcionar mais eficiência ao processos aplicados à gestão da qualidade.

Referências

ADMINISTRAÇÃO, Portal. Ciclo PDCA - conceito e aplicação (guia geral). Disponível em: <http://www.portal-administracao.com/2014/08/ciclo-pdca-conceito-e-aplicacao.html>. Acesso em: 25 ago. 2016.

ENGENHARIA, Etec. Implementação ISO 9001:2008. Disponível em: <http://www.etecprojetos.com.br/qualidades.php?tipo=1>. Acesso em: 25 ago. 2016.

SOARES, Antônio Marcos Figueiredo. Certificações Aplicadas à Saúde e Segurança do Trabalho: Curso Técnico em Segurança do Trabalho: Educação a distância / Antônio Marcos Figueiredo Soares. – Recife: Secretaria Executiva de Educação Profissional de Pernambuco, 2016.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Funcionário desmotivado e consequências gerais para as instituições

motivação no trabalho
Motivação é um tema largamente discutido nas organizações, atualmente, pois esta detém papel de grande importância no que diz respeito ao aumento ou diminuição da produtividade e qualidade da prestação de serviço dos colaboradores.
Com um cenário de mercado cada vez mais agitado e competitivo, no qual os funcionários passam mais tempo na empresa do que em suas próprias residências, as empresas entenderam a necessidade de criar ambientes de trabalho cada vez mais agradáveis, para manter os colaboradores satisfeitos e evitar que isso afete negativamente o desempenho dos mesmos no desenrolar de suas atribuições.
A desmotivação pode gerar uma série de prejuízos, vindo a gerar significativa queda na qualidade de seus produtos e serviços, perda de vantagem competitiva e aumento da insatisfação do cliente, culminando na diminuição da fatia de mercado representada pela organização.
Uma boa gestão do capital humano reduz a possibilidade da empresa perder seus talentos para concorrentes, retendo, dessa forma, habilidades e competências importantes, necessárias para o desenvolvimentos eficiente de suas atividades econômicas.
Soma-se a isto, o impacto que colaboradores desmotivados podem representar no passivo trabalhista da instituição. Os custos com demissão e contratação são elevados; possíveis demandas judiciais são aviadas; e, nem sempre o substituto se adapta com celeridade às novas rotinas e cultura organizacional.
As empresas que investem no seu capital humano têm forte vantagem competitiva pelo fato de que seus colaboradores tendem a trabalhar com mais comprometimento, alinhando os objetivos profissionais e pessoais aos objetivos da instituição.
Contudo, cabe salientar que despender recursos financeiros em Recursos Humanos é investir na saúde da entidade e reafirma a sua posição no mercado. Enquanto não fazê-lo, é largá-la a mercê da concorrência.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

CIPA E CPATP: SEMELHANÇAS E PRINCIPAIS DIFERENÇAS

Segurança e Saúde do Trabalho
A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA e a Comissão de Prevenção de Acidentes no Trabalho Portuário - CPATP visam identificar os riscos ambientais e propor medidas protetivas de mitigação dos mesmos, na tentativa preservar a sanidade psicofisiológica dos trabalhadores. Entretanto, ambas as comissões apresentam diferenças significativas e o Técnico de Segurança do Trabalho não pode deixá-las de ter sempre em mente.

Definições

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, regulamentada pela Norma Regulamentadora 05 - NR 05, tem por objetivo "prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador". Já a Comissão de Prevenção de Acidentes no Trabalho Portuário - CPATP, regulamentada no item 29.2.2 na Norma Regulamentadora 29 - NR 29, objetiva "observar e relatar condições de risco nos ambientes de trabalho e solicitar medidas para reduzir até eliminar ou neutralizar os riscos existentes, bem como discutir os acidentes ocorridos, encaminhando ao Serviço Especializado em Segurança e Saúde do Trabalhador Portuário - SESSTP, ao OGMO ou empregadores, o resultado da discussão, solicitando medidas que previnam acidentes semelhantes e ainda, orientar os demais trabalhadores quanto a prevenção de acidentes". Ou seja, ambas as comissões são implementadas visando promover a proteção do trabalhador no seu local de trabalho, buscando a redução de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, identificando, avaliando e controlando situações de risco.

Diferenças: CIPA X CPATP

A CPATP tem uma maior abrangência na sua linha de ação operacional, por lidar com um ambiente portuário composto de diversas empresas de variadas atividades econômicas e laborais, podendo ser constituída por um Órgão Gestor de Mão de Obra - OGMO. A CIPA, por sua vez, é mantida meramente pelo empregador dentro de uma única organização econômica.
Ainda no que diz respeito às suas constituições, a CPATP é regulamentada com foco bastante específico, voltado para o regimento da segurança e saúde do trabalhador meramente portuário. A CIPA, se refere a todas as áreas da atividade econômica que façam uso de trabalhadores. Sendo assim, a CIPA deve estar presente nas empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta e indireta, instituições beneficentes, associações recreativas, cooperativas, bem como outras instituições que admitam trabalhadores como empregados, mantida em regular funcionamento.

Eleição e Mandato

As distinções também são percebidas nos processos de eleição, bem como na duração dos mandatos entre as comissões:
CIPA:
  • O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um ano, permitida uma reeleição.
  • Serão garantidas aos membros da CIPA condições que não descaracterizem suas atividades normais na empresa, sendo vedada a transferência para outro estabelecimento sem a sua anuência, ressalvado o disposto nos parágrafos primeiro e segundo do artigo 469, da CLT.
  • O empregador designará entre seus representantes o Presidente da CIPA, e os empregados escolherão os representantes titulares o vice-presidente.
CPATP:
  • A duração do mandato será de 2 (dois) anos, permitida uma reeleição.
  • A composição da CPATP será proporcional ao número médio do conjunto de trabalhadores portuários utilizados no ano anterior.
Contudo, cabe compreender que, apesar de existirem pelos mesmos objetivos, o funcionamento das CIPA e CPATP são distintos. Devido isso, o Técnico em Segurança e Saúde do Trabalho deve ficar atento às suas devidas aplicações.

REFERÊNCIAS

ANJO NETO, Mário Rodrigues dos. Legislação Aplicada à Área de Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho: Curso Técnico em Segurança do Trabalho: Educação a distância. Recife: Secretaria Executiva de Educação Profissional de Pernambuco, 2016.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 05 - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – CIPA. Brasília: Ministério do Trabalho e Emprego, 1978. Disponível em: <http://www.mtps.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR5.pdf>. Acesso em: 12 mai. 2016.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 29 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário – SSTP. Brasília: Ministério do Trabalho e Emprego, 1997. Disponível em: <http://www.mtps.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR29.pdf>. Acesso em: 12 mai. 2016.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Pernambuco Construtora: Responsabilidade Socioambiental

Construção Civil
A Pernambuco Construtora, desempenha atividades econômicas no setor da construção civil há mais de 45 anos. Empresa oriunda e sediada no estado de Pernambuco, é responsável por fatia do mercado de construção no estado e fora dele, desempenhando um importante trabalho social no que diz respeito a geração de renda e urbanização e habitação. A empresa atua tanto no segmento de incorporação — imóveis residenciais, empresariais e condomínios — como no setor de obras industriais e construção civil, no qual é responsável por grandes empreendimentos em alguns dos principais polos industriais do País (Pernambuco Construtora, Quem Somos).
Dentre os seus valores, segundo a própria instituição, estão as preocupações com: solidez, qualidade e compromisso com o cliente (...). Com quase cinco décadas de história, a Pernambuco Construtora une experiência, competência e inovação (...).
Ainda dentro da proposta de sua postura diante da sociedade (Missão e Valores), no quesito sustentabilidade, a empreiteira assume que: para a Pernambuco Construtora, ser sustentável significa desenvolver uma gestão economicamente rentável, ambientalmente sustentada e socialmente justa.
Esta proposta se torna clara quando observadas as ações adotadas pela entidade, tais como: gerenciamento de resíduos/coleta seletiva; controle do consumo de água nas obras e escritórios; medições ambientais para redução de ruído para vizinhança; utilização de telhas translúcidas nas áreas de vivência dos canteiros de obra, o que reduz o consumo de energia elétrica; semana do Meio Ambiente; programa de Incentivo aos estudos; RH nas obras; programa de Incentivo à segurança; etc. Somam-se a isto, as ações que garantem os certificados ISO 9001 (Gestão da Qualidade), OHSAS 18001 (Segurança e Saúde Ocupacional) e ISO 14001 (Gestão Ambiental), como por exemplo: SIPAT – Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho, Encontro de Cipeiros – com a participação dos integrantes da CIPA, Semana da Prevenção a Saúde, Programa de Ergonomia, Programa de Conservação Auditiva (PCA), dentre outros.
Para alcançar a postura socioambientalmente responsável proposta pela própria, a Pernambuco Construtora deve efetuar a permanente manutenção e revisão dos conceitos e ações praticados que visam uma gestão responsável e igualitária, se preocupando tanto com os valores econômicos quanto com os clientes internos e externos e a sociedade no ambiente em que está inserida.
Fonte: http://www1.pernambucoconstrutora.com.br/pcon/pt/quemsomos/

O Segredo das Melhores Empresas para se Trabalhar - Cultura Organizacional

como é trabalhar no google

As empresas mais admiradas do mundo não recebem este título à toa. Uma característica comum, dentre elas, é um setor de RH funcional e, de fato, voltado para o desenvolvimento das pessoas envolvidas no desenrolar da instituição. O aprimoramento do indivíduo e a manutenção de suas motivações, geralmente são alinhadas aos objetivos da entidade, fazendo com que colaborador e empresa caminhem juntos visando um objetivo. A atual abordagem empregada nas organizações de sucesso, compreende que colaboradores satisfeitos são o maior motor de geração de ativos que uma instituição pode ter e que não basta apenas conceder grandes salários, para que os mesmos colaboradores se mantenham trabalhando de  forma produtiva. Compartilhar dos valores da organização, trabalho em um ambiente agradável e um bom relacionamento com os líderes são de suma importância para se reter indivíduos competentes e detentores de capital intelectual. O colaborador presa por atividades desafiadoras, mas que estejam dentro de suas capacidades, por reconhecimento e por uma cultura organizacional que lhe permita se sentir à vontade no local de trabalho.
Dentro do contexto abordado acima, uma das ferramentas que pode ser utilizada como base para se traçar um perfil dos colaboradores, é a teoria X e Y, de Douglas McGregor. Apesar dela não dever ser utilizada como fundamento para as relações de RH, a compreensão dos tipos mais frequentes de colaboradores, auxilia a decidir quais técnicas de motivação se encaixariam melhor no universo de cada instituição.
Segundo Douglas McGregor, existem dois perfis de funcionários: X e Y, onde o X se enquadra no tipo mais comum de pessoas. Estas pessoas tem aversão ao trabalho e raramente são motivadas por questões altruístas. O X, ainda segundo McGregor, precisam ser ameaçadas para produzir. Já o perfil Y é autossuficiente quanto a motivação profissional. Não necessita de ameaças e se autogere. Enxerga os objetivos da empresa como uma demanda pessoal.

Caminho para a Liderança

De posse dos dados gerais dos tipos de perfis de uma organização, o setor de RH pode trabalhar melhor a definição dos indivíduos para cada cargo, principalmente, quais seriam melhores líderes e as devidas práticas motivacionais a serem aplicadas em cada caso. Porém, para tal, também se faz necessário conhecer o que motiva o indivíduo.
Segundo Chiavenato (2004), a motivação é o que move o indivíduo em direção a um objetivo. Esta mesma motivação é derivada de quatro impulsos fundamentais da satisfação humana: Realização, Afiliação, Competência e Poder.
O impulso de realização, de acordo com Davis (2004), é a energia que as pessoas têm para superar desafios em busca de um objetivo;
Já o impulso de afiliação vem da possibilidade de ser reconhecido em um meio, por suas atitudes;
Por sua vez, o impulso por competência tem sua origem na vontade de fazer o trabalho cada vez melhor e com excelência, se especializando sempre mais, no assunto envolvido; e
Por fim, há o impulso por poder, que tem como motor a capacidade de influenciar pessoas e situações.
Um conceito bastante comum nas empresas mais admiradas do mundo é o da gestão por competência. A gestão da competência se norteia por três características meramente designadas como CHA (conhecimento, habilidade e atitude). Esta abordagem é interessante por assegurar que cada colaborador esteja alocado nas funções e atividades nas quais eles serão melhor aproveitados, tanto para a entidade quanto para o próprio funcionário.
O conhecimento se define pelo know-how do colaborador. É o saber do que se trata e dominar a área de conhecimento específica. A habilidade se trata de saber fazer. São as perícias necessárias para se conseguir produzir efetivamente algo. Já a atitude, se refere a proatividade da pessoa. A vontade de sair de um ponto inerte para a produção propriamente dita.
Funcionários com tais perfis são comuns em organizações de sucesso e estas mesmas organizações prezam pela manutenção e retenção dos mesmos.
Para reter estas pessoas, empresas bem sucedidas também buscam seguir as normas das relações trabalhistas, garantindo assim, uma maior satisfação de seu quadro de trabalhadores.
No ambiente corporativo, é comum ocorrer algumas irregularidades que divergem das legislações referentes às práticas de trabalho no Brasil. Os principais mecanismos regentes do trabalho são a Constituição Federal de 1988 e a Consolidação das Leis Trabalhistas - CLT.
Dentre as irregularidades mais comuns, que devem ser evitadas, duas se destacam pela frequência de ocorrências: retenção da Carteira de Trabalho e Previdência Social - CTPS e a manutenção do colaborador sem registro nos documentos legais.
Evitando estas e outras irregularidades nas relações trabalhistas, empresas de grande porte e sucesso garantem mais um mecanismo de manutenção da satisfação dos colaboradores.

Treinamento e Desenvolvimento

Mais um artifício largamente utilizado é o de Treinamento e Desenvolvimento. Através de pesquisas e indicadores internos, a organização pode chegar às respostas quanto às competências técnicas e comportamentais que seus colaboradores carecem.
Empresas inteligentes buscam desenvolver/qualificar os profissionais que já fazem parte do quadro de funcionários, como forma de reconhecimento dos mesmos, incentivando-os a crescer junto com a organização e, a depender da necessidade, buscando no mercado profissionais que já têm qualificações e competências técnicas adequadas.
Contudo, pode-se considerar que a aplicação de algumas estratégias, pode fazer a diferença no clima organizacional, satisfação do colaborador e sua consequente capacidade produtiva. Com um ritmo cada vez mais agitado e competitivo, onde os funcionários passam mais tempo na empresa do que em suas próprias residências, o cenário mercadológico passou a sentir a necessidade de criar ambientes de trabalhos cada vez mais agradáveis, para manter o nível de satisfação de seus colaboradores, evitando que o desempenho dos mesmos seja negativamente afetado. A insatisfação pode gerar uma série de prejuízos para a organização, vindo a ter uma significativa queda na qualidade de seus produtos e serviços, perda de vantagem competitiva, aumento da insatisfação do cliente, culminando em uma menor representatividade da instituição na fatia de mercado. As empresas que investem no seu capital humano, passam a ter uma forte vantagem competitiva, pelo fato de que seus colaboradores trabalham com mais comprometimento, alinhando-se aos objetivos da instituição.

REFERENCIAS

TORTORETTE, M. Profissionais motivados, empresas desenvolvidas. Disponível em: <http://www.catho.com.br/carreira-sucesso/sem-categoria/profissionais-motivados-empresas-desenvolvidas>. Acesso em 12 abril 2016
SOALHEIRO, B. O CHA da competência. Disponível em: <http://www.dicasprofissionais.com.br/o-cha-da-competencia/>. Acesso em 12 abril 2016